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sexta-feira, 30 de junho de 2017

PEIXES

Peixes - Acrílico sobre tela 50 x 50 cm


Cesto de peixes no chão.
Cheio de peixes, o mar.
Cheiro de peixe pelo ar.
E peixes no chão.

Chora a espuma pela areia,
na maré cheia.
As mãos do mar vêm e vão,
as mãos do mar pela areia
onde os peixes estão.
As mãos do mar vêm e vão,
em vão.
Não chegarão
aos peixes do chão.
Por isso chora, na areia,
a espuma da maré cheia.

Pescaria
Cecília Meireles

segunda-feira, 12 de junho de 2017

O LEITEIRO


  

O Leiteiro
Estou aqui sentado no sol
Bicando céu
Fumando só
Então pensei
Por que não viver aqui?
Enquanto a turma de vaqueiros tira o leite

Eu vejo daqui a nuvem passar
E la no chão a grama brotar
Então pensei
Por que não viver aqui?
Enquanto a turma de vaqueiros tira o leite




Tira o leite

Cheirinho bom
Pairando no ar
Que curtição
Que leite legal
Então pensei porque não vive aqui?
Enquanto a turma da cidade
Dá um duro até às seis

Tiroleite
Rita Lee



domingo, 21 de maio de 2017

DOGS

Acrílico sobre tela 70 x 100 cm



Mas que amor de cachorrinha!
Mas que amor de cachorrinha!

Pode haver coisa no mundo 
Mais branca, mais bonitinha 
Do que a tua barriguinha 
Crivada de mamiquinha? 
Pode haver coisa no mundo 
Mais travessa, mais tontinha 
Que esse amor de cachorrinha 
Quando vem fazer festinha 
Remexendo a traseirinha?

Uau,uau,uau,uau! 
Uau,uau,uau,uau!

A cachorrinha
Vinicius de Morais

segunda-feira, 3 de abril de 2017

CORUJAS
































Corujinha, corujinha 
Que peninha de você 
Fica toda encolhidinha 
Sempre olhando não sei que 
O teu canto de repente 
Faz a gente estremecer 

Corujinha, pobrezinha 
Todo mundo que te vê 
Diz assim, ah! coitadinha 
Que feinha que é você 

Quando a noite vem chegando 
Chega o teu amanhecer 
E se o sol vem despontando 
Vais voando te esconder 
Hoje em dia andas vaidosa 
Orgulhosa com quê 

Toda noite tua carinha 
Aparece na TV 
Corujinha, corujinha
Que feinha é você


A Corujinha


segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

ARARAS E HELICONIAS


Lindas e colossais Araras do Pantanal
Graciosas e naturalmente enfeitadas
Enobrecem e coroam a fauna
Com suas plumas coloridas e adornadas
Elegantes, parecem arrumadas pra festa
Criteriosamente lindas e fantasiadas
De tão nítidas suas belas cores
Confunde-se ser até desenhadas !

Ao avistá-las nosso instinto
Convida-nos a parar e contemplar
Estas Araras azuis, amarelas e vermelhas
Formosas na terra ou no ar
Sempre voando aos pares
E emitindo seu incansável gralhar
Cortam os céus com graciosidade
Que nos encantam ao admirar !

Alimentam-se de frutas silvestres
E coquinhos do coqueiro buriti
Elas povoam suas altas copas
E degustam sossegadas ali
Usam meticulosamente seus bicos
Que tem força, como igual nunca vi
É mais um retrato das belezas pantaneiras
Que enfeitam e habitam por aqui !

Sua revoada é um especial espetáculo
Que os olhos alegram-se e sorri encantados
E quando pousam se torna um altivo cenário
Assumindo ares de fantástico local sagrado
Suas plumagens coloridas se misturam
Tendo-se a visão de um quadro pintado
Com infinitas cores de uma aquarela
E em meio a verde relva exposto, pendurado !  

Aninham-se em ocos naturais de árvores
Para se refugiarem de predadores
E ali colocar seus ovos pra procriarem
Muitas vezes vigiadas por protetores
E assim vai se garantindo a espécie
Como garante interessados avaliadores
Ave que ameaçada de extinção já esteve
Até por ação de cruéis homens caçadores
Garbosas e encantadoras Araras pantaneiras
Que são as mais belas Araras brasileiras !!
(Poema de Edson Amorim)

domingo, 18 de dezembro de 2016

QUE VENHA O NATAL....


.

Os animais do presépio

Salve, reino animal:
todo o peso celeste
suportas no teu ermo.

Toda a carga terrestre
carregas como se
fosse feita de vento.
Teus cascos lacerados
na lixa do caminho
e tuas cartilagens

e teu rude focinho
e tua cauda zonza,
teu pêlo matizado,

tua escama furtiva,
as cores com que iludes
teu negrume geral,
Teu vôo limitado,
teu rastro melancólico,
tua pobre verônica

em mim, que nem pastor,
soube ser, ou serei,
se incorporam num sopro.

Para tocar o extremo
da minha natureza,
limito-me: sou burro.

Para trazer ao feno

o senso da escultura,
concentro-me: sou boi.






A vária condição
por onde se atropela
essa ânsia de explicar-me

agora se apascenta
à sombra do galpão
neste sinal: sou anjo.


Carlos Drummond de Andrade
Antologia Poética, 2001
Lisboa: Publicações Dom Quixote, pp.254-5



sexta-feira, 30 de setembro de 2016

PRESÉPIO


Bate o Sino

 
Bate o sino pequenino
Sino de Belém
Já nasceu Deus menino
Para o nosso bem

Paz na Terra, pede o sino
Alegre a cantar
Abençoe Deus menino
Este nosso lar

Hoje a noite é bela
Vamos à capela
Sob a luz da vela
Felizes a rezar

Ao soar o sino
Sino pequenino
Vai o Deus menino
Nos abençoar

Bate o sino pequenino
Sino de Belém
Já nasceu Deus menino
Para o nosso bem

Paz na Terra, pede o sino
Alegre a cantar
Abençoe Deus menino
Este nosso lar

sábado, 28 de novembro de 2015

Praia de Icaraí - Uma visão atual

MAC visto de icaraí - Acrílico sobre tela
A Praia de Icaraí sempre foi ponto de encontro em Niterói. Tem uma visão belíssima do Rio de Janeiro e do entorno da Baía.
Neste quadro, vemos ao centro uma pequena parte da Praia de Icaraí, à esquerda a Fortaleza de Santa Cruz, na entrada da barra. Ainda na entrada, vemos um transatlântico entrando.
Em frente (acima) o Pão de Açúcar. Temos vários barcos à vela e uma traineira de pesca.
Na frente do Pão de Açúcar, a Ilha dos Cardos.
 À direita, o famoso  Museu de Arte Contemporânea (MAC), projetado por Oscar Niemeyer marca a vista da Niterói moderna.
E não podemos esquecer o sol....O sol da nossa terra!

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Mais Gatos!

Bigodes - Acrílico sobre tela

Gatos são animais belos, elegantes e independentes. Na visão da artista, podem ser multicoloridos também.

sábado, 21 de novembro de 2015

É Noite de São João...

Cai Cai Balão - Acrílico sobre tela


Sonhei com a minha infância, na Praia de Icaraí. Com a imagem do sonho ainda viva na memória,  pintei Cai Cai Balão, Lembrando de nossas festas juninas, onde soltávamos balões e pegávamos quando eles estavam caindo na praia.
Tinha um grupo que corria pelo mar, de barcos, para pegar aqueles que caiam na água. 
E fiquei lembrando daquela antiga música, que todos nós cantávamos......

A Noite de São João

Chegou a hora da fogueira
É noite de são joão do o céu fica todo iluminado
Fica todo estrelado
Pintadinho de balão
Pensando na cabocla
A noite inteira,
Também fiz uma fogueira
Dentro do meu coração.
Quando eu era pequenino
De pé no chão
Eu cortava papel fino
Pra fazer balão
E o balão ia subindo
No azul da imensidão !

sábado, 14 de novembro de 2015

Lembranças.....

Quando meus filhos ainda eram crianças, morávamos na Boa Viagem, em Niterói.Nosso apartamento ficava em frente à praia e essa era a visão da sala. Meus filhos na varanda, brincando, No fundo, a Baía de Guanabara!